quinta-feira, 2 de junho de 2011

Encontrar as amigas, tomar um chocolate quente...

Pois é, já disseram que quem tem amigos tem tudo... Tenho um grupo de amigas profes e procuramos nos encontrar sempre... é aquela hora descontraída, só nossa, egoísta mesmo, sem os filhos por perto, rsrsrs Eventualmente nos reunimos em família, mas gostamos mesmo é de sentar e tomar um café, ou nos encontrarmos na casa uma da outra... e aí falamos de filhos, contamos causos, rimos muito... nada programado,  nem agendado. Ocorre quando dá... Isso que é o mais bacana para mim... De vez em quando entramos em contato uma com outra e lá está o quarteto fantástico reunido...

Acho importante conseguirmos fazer isso num mundo tão individualista como o de hoje. Esse mundo louco mundo de meu Deus não anda proporcionando esse tipo de comunhão. Costumo brincar dizendo que é a nossa "terapia de grupo". Ali nos lamentamos, nos alegramos, dividimos as tristezas e multiplicamos a alegria... Nos apoiamos mutuamente em toda e qualquer circunstância...

Deixo esse texto, conhecido por alguns, do famoso poetinha - Vinícius de Morais - que traduz muito bem o que penso...

Tenho amigos que não sabem o
quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes
devoto e a absoluta
necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais
nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela
se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,
que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar,
embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os
meus amores, mas enlouqueceria
se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem
o quanto são meus amigos e o quanto
minha vida depende de suas existências ....
A alguns deles não procuro, basta-me
saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir
em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com
assiduidade, não posso lhes dizer o
quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão ouvindo esta crônica
e não sabem que estão incluídos na
sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta
que os adoro, embora não declare e
não os procure.
E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem
noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis
ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte
do mundo que eu, tremulamente,
construí e se tornaram alicerces do
meu encanto pela vida.
[...]

A gente não faz amigos, reconhece-os.


Um grande beijo e fiquem com Deus...

Um comentário:

  1. Que tal um encontro de blogueiras arteiras? Saudade muita...

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